

COCEIRA NO ZOVO
Um ovo, dois ovos, três ovos… mas na informalidade, no dia a dia, é ZOVO. Pois bem… hoje, onze de outubro, Dia Mundial do Ovo, o vovô aqui vai contar um causo acontecido na minha ITIÚBA. Evilásio, morador da zona rural, era uma pessoa simples, sem instrução, mas de uma prestatividade danada. Pense numa pessoa que não tinha nada, mas estava sempre pronto pra ajudar. Era querido por todos — na roça, na cidade… quem conhecia, virava amigo. Padre Severo tinha por ele uma estima que causava até inveja no sacristão. Só que… não sei se por alergia ou falta de banho (sim, naquela época água era pouca e sabão — sabão mesmo, porque sabonete era coisa de BARÃO — era caro…), Evilásio contraiu uma micose na virilha. E coçava. Aquela COCERÊNCIA, não deixava o pobre em paz. Até que resolveu procurar o padre. Chegou aflito, quase chorando: O padre, muito polido, corrigiu: Antônio Soares era o farmacêutico mais conceituado da minha ITIÚBA. Evilásio foi… mas no meio do caminho esqueceu o nome chique que o padre ensinou. Chegando lá, disse apenas: Seu Soares não ligava pra formalidade. O importante era resolver o problema. Receitou acetato de dexametazona e ainda recomendou: Lá vai Evilásio de novo falar com o padre, que, por sorte, viajaria pra Juazeiro na semana seguinte e se ofereceu pra levá-lo ao posto de saúde. Pois somente em Juazeiro, tinha dermatologista. Mas não sem antes reforçar: Na semana seguinte, lá estavam os dois em Juazeiro. O padre ficou na recepção, e Evilásio seguiu pro consultório. Minutos depois, toda a recepção, as salas... O posto inteiro escuta o berro: — PADRE! CUMA É MESMO O APELIDO QUE O SINHÔ BOTÔ NO MEU ZOVO?!
S. Paulo, 11/10/2024 CORDEIRO de ITIÚBA
Enviado por CORDEIRO de ITIÚBA em 20/03/2026
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